Trabalhador com protetor auricular contra ruído e prevenção de PAIR

Poluição Sonora no Trabalho: Ruído Ocupacional, Limites Legais e Prevenção da PAIR

A poluição sonora no trabalho ou ruído ocupacional é um dos agentes físicos mais prevalentes nos ambientes industriais e um dos principais causadores de doenças profissionais no Brasil. Consequentemente, a PAIR (Perda Auditiva Induzida por Ruído) afeta milhões de trabalhadores brasileiros, sendo em grande parte irreversível e prevenível. O Grupo Bplan atua na gestão do risco de ruído para proteger a saúde auditiva dos colaboradores de seus clientes.

O Que É PAIR e Como o Ruído a Causa

A PAIR é uma lesão coclear causada pela exposição prolongada a níveis elevados de pressão sonora. Portanto, ela se desenvolve de forma gradual e silenciosa — o trabalhador muitas vezes não percebe a perda até que ela já é significativa. Além disso, a PAIR afeta preferencialmente as frequências altas (3.000 a 6.000 Hz), impactando a compreensão da fala e a qualidade de vida.

Consequentemente, a PAIR é considerada doença ocupacional e gera direito à estabilidade, aposentadoria especial e indenizações. Portanto, empresas que não controlam o ruído adequadamente estão expostas a passivos trabalhistas significativos.

Limites Legais de Ruído e a NR-15

A NR-15 estabelece limites de tolerância ao ruído contínuo ou intermitente: 85 dB(A) para jornada de 8 horas. Portanto, para cada 5 dB(A) acima desse limite, o tempo máximo de exposição é reduzido pela metade. Além disso, para ruído de impacto, o limite é de 130 dB(C) de pico ou 120 dB(A) pelo critério de 140 dB de pico.

Consequentemente, ambientes com ruído acima dos limites da NR-15 geram insalubridade em grau médio (20% do salário mínimo), além da obrigação de fornecer protetor auricular como EPI. No entanto, o fornecimento de EPI não elimina a insalubridade — apenas reduz a exposição.

Como Prevenir a PAIR na Empresa

A hierarquia de controles para ruído segue a lógica do PGR: primeiro, medidas de engenharia (enclausuramento de máquinas, barreiras acústicas, substituição de equipamentos ruidosos); depois, medidas administrativas (rodízio de funções, limitação do tempo de exposição); e por último, EPIs (protetor auricular de inserção ou de concha). Portanto, o protetor auricular deve ser o último recurso, não o único.

O PCMSO deve incluir audiometrias periódicas anuais para todos os trabalhadores expostos. Além disso, o sistema SOC permite ao Grupo Bplan monitorar os resultados das audiometrias e emitir alertas quando há progressão da perda auditiva, acionando investigações do ambiente de trabalho. Para controlar o risco de ruído na sua empresa, consulte o Grupo Bplan.

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