Segurança do Trabalho: Mais de 50% do público LGBTQIA+ não se sente seguro no ambiente de trabalho

A empresa consultora Mais Diversidade realizou uma pesquisa com mais de 2.000 pessoas para mapear como a comunidade LGBTQIA+ está inserida no mercado de trabalho. A principal resposta dessa pesquisa revelou que 54% dos entrevistados não tem segurança do trabalho para falar sobre sua identidade de gênero ou orientação sexual abertamente.

Ricardo Sales, sócio-fundador da Mais Diversidade, concedeu uma entrevista à CNN Brasil para apresentar os números dessa pesquisa e incentivar uma reflexão sobre a produtividade e o relacionamento desses profissionais para que eles tenham mais segurança do trabalho.

Ao todo, foram entrevistados 2.168 profissionais. Desses, 1.218 trabalham em empresas de grande porte, 555 eram de médias e pequenas empresas e 336 eram funcionários públicos, empregados do terceiro setor ou empreendedores. Aproximadamente 3% dos entrevistados estavam sem emprego.

 

Importância do ambiente de trabalho

Um dado importante que surgiu na pesquisa é que o ambiente de trabalho tem a mesma importância que o ambiente familiar para comunidade LGBTQIA+. Diante da dimensão que o ambiente de trabalho se transformou para esse público, é fundamental que eles tenham segurança do trabalho.

74% dos profissionais LGBTQIA+ solicitam ambientes de trabalho mais inclusivo. Já quase 60% dos entrevistados mudariam de emprego se a oportunidade surgisse. Para esses profissionais, é importante eles falaram sobre sua sexualidade, porém apenas 30% deles têm segurança para conversar sobre sua identidade de gênero ou orientação sexual de forma espontânea e aberta nas empresas.

De acordo com Sales, a inclusão de pessoas trans evolui de forma bastante lenta no mercado de trabalho.

 

O impacto na vida dos profissionais

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Por não terem segurança do trabalho, os profissionais LGBTQIA+ sofrem com grande impacto na sua saúde mental. Isso acontece porque as pessoas não se sentem respeitadas ou acolhidas. Dessa forma, isso interfere diretamente na produtividade.

20% dos entrevistados simplesmente não falam sobre sua sexualidade com ninguém no trabalho. Dessa forma, eles só podem contar com sua rede de apoio de amigos dentro da comunidade.

 

A falta de segurança do trabalho em números

Dentro das grandes empresas, quase 60% dos entrevistados homossexuais querem mudar de emprego. Nas médias e pequenas empresas, esse número cai para 27% na população homossexual e 40% para os profissionais trans.

De acordo com Ricardo Sales, as grandes empresas precisam se tornar exemplo para influenciar o restante do mercado.

Em relação ao conhecimento de colegas de trabalho, nas médias e pequenas empresas, aproximadamente 32% dos profissionais homossexuais afirmaram que seus colegas têm conhecimento sobre sua orientação afetivo-sexual. Para os outros perfis da comunidade, a porcentagem é parecida: trans (32%), bissexuais (27%), pansexuais (29%).

O empreendimento é considerado um ambiente mais seguro para a comunidade LGBTQIA+.

O estudo apontou o que os profissionais dessa comunidade consideram mais importantes. Eles fizeram os seguintes apontamentos:

  • Ambiente mais inclusivo;
  • Liderança como referência LGBTQIA+, como executivos e CEO;
  • Mais oportunidades para desenvolver suas carreiras;
  • Mais sensibilidade da empresa em relação ao tema.

 

De acordo com a Lei 9.029/95, é proibida adotar qualquer prática limitativa e discriminatória no ambiente de trabalho, por motivo de sexo, idade, raça, origem, entre outros. Já a NR 24 trata das condições de higiene no ambiente de trabalho, para o uso do banheiro.

Quer saber mais sobre essas legislações? Clique aqui e fale conosco.

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